O fim trágico de uma adolescente de 16 anos deixou todos em choque em Porto Velho. Marta Isabelle dos Santos Silva foi encontrada sem vida dentro da própria casa, no bairro Jardim Santana. A jovem estava deitada na cama, coberta por um lençol, em condições que apontavam um longo período de fragilidade física e abandono de cuidados básicos.
O caso, registrado na zona leste da cidade, chamou a atenção das autoridades pelas informações contraditórias apresentadas desde o início da investigação, além de expor uma realidade de difícil compreensão e trouxe questionamentos intensos sobre convivência familiar, responsabilidade e sinais que muitas vezes passam sem ser notados por quem está ao redor.
A madrasta da jovem, Ivanice Farias de Souza, contou inicialmente que Marta havia tinha voltado para casa naquela mesma manhã, depois de passar meses fora. De acordo com ela, Marta Isabelle teria chegado a pé e muito debilitada. Apesar disso, em nenhum momento a jovem foi levada a nenhum hospital.
Ao invés de buscar atendimento médico, foram tomadas medidas improvisadas, a exemplo de uso de medicamentos informais e fraldas descartáveis, o que despertou questionamentos entre os investigadores, que procuram entender por que não houve uma ação rápida diante da evidente fragilidade da adolescente.
O caso traz reflexões sobre a responsabilidade familiar e social em situações de vulnerabilidade. Autoridades salientam que sinais de fragilidade física e emocional não podem passar despercebidos ou sob cuidados caseiros, e que a ausência de atenção básica pode acarretar em negligência grave.
