Nos últimos dias, a chocante descoberta de que o conhecido e querido apresentador Edu Guedes passou por uma cirurgia para retirada de um câncer no pâncreas gerou comoção nacional e levantou um debate sobre os desafios do diagnóstico precoce dessa doença silenciosa e agressiva.
A cirurgia, que foi feita no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, foi bem sucedida, porém os próximos dias são cruciais para sua recuperação.
O diagnóstico de Edu Guedes foi feito de forma inesperada. Primeiramente, ele buscou atendimento médico para tratar uma infecção causada por cálculos renais.
Porém, após os exames complementares foi identificado um tumor no pâncreas, o que levou à realização urgente de uma pancreatectomia robótica, procedimento complexo que durou cerca de seis horas.
Até então não divulgaram informações sobre a quantidade de tumores encontrados ou se o câncer é benigno ou maligno. A confirmação vai depender do exame histopatológico, que avalia o tecido removido durante a cirurgia.
O câncer de pâncreas é um dos mais letais entre os tumores sólidos, com alta taxa de mortalidade e diagnóstico, na maioria dos casos, tardio. Isso é resultado devido ao fato de que, nos estágios iniciais, os sintomas são vagos ou inexistentes. Quando aparecem, o tumor já pode estar em estágio avançado ou ter se espalhado para outros órgãos.
Os sintomas mais comuns do câncer de pâncreas são:
- Dor abdominal persistente que pode irradiar para as costas
- Perda de peso inexplicada
- Fadiga intensa
- Icterícia (pele e olhos amarelados)
- Náuseas e alterações na digestão
- Fezes claras, gordurosas ou flutuantes (esteatorreia), causadas pela má digestão de gorduras